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Governo do RN segue recomendação do Comitê Científico e adia 3ª fase da reabertura

Foto: Reprodução/YouTube

O governo do Rio Grande do Norte decidiu acatar a recomendação do comitê científico do estado e suspender a terceira fase de reabertura econômica, prevista para esta quarta-feira (29). A informação foi confirmada pelo secretário de Saúde do Estado, Cipriano Maia, no início da tarde desta segunda-feira (27). De acordo com Cipriano, a previsão é de que o novo prazo fique para 5 de agosto.

O secretário ainda considerou que a abertura de shoppings seria prejudicial e pediu que a capital revise a medida. “Nós achamos que não é uma medida sensata. Os shopping são um lugar de grande aglomeração. Mesmo adotando todos os protocolos de segurança e distanciamento, nós vimos em dois episódios no fim de semana que isso não tem sido respeitado”, considerou.

Com a decisão do governo, ficou suspensa a reabertura de bares e restaurantes com mais de 600 metros quadrados, que era prevista para esta quarta-feira (29). Segundo o secretário, a previsão é de que os estabelecimentos sejam abertos no dia 5 de agosto, junto com a liberação dos shoppings com ar condicionado. Apesar do prazo do governo, a Prefeitura de Natal autorizou a reabertura dos shoppings para esta terça-feira (28).

Recomendação

Em um documento enviado neste domingo (26) ao governo do Rio Grande do Norte, o comitê científico que assessora o estado nas tomadas de decisão sobre a pandemia do novo coronavírus, sugeriu a suspensão da primeira etapa da 3ª fase de reabertura econômica, prevista inicialmente para esta quarta-feira (29). A recomendação foi de que a reabertura seja adiada por sete dias.

Embora o estado apresente uma ocupação de leitos de UTI abaixo de 66%, o grupo de pesquisadores apontou que a taxa de transmissibilidade aumentou em grandes cidades, como Mossoró e Parnamirim e a taxa média do estado voltou a ficar em Rt 1 – que significa que cada contaminado contamina outra pessoa, em média. Ao todo, 111 municípios têm taxas superiores a 1,03. Com esse aumento registrado após o início da reabertura econômica, o estado poderia voltar a receber maior pressão por leitos.

Os pesquisadores também apontaram as aglomerações registradas nas praias e nas filas das agências da Caixa Econômica – para pagamento do auxílio emergencial – como sinais de alerta. Para o comitê, apenas com um prazo maior, de pelo menos 15 dias, o estado terá a capacidade de avaliar os efeitos dessas ações e das últimas fases de reabertura sobre o número de infectados e necessidade de leitos.

“É seguro afirmar que não há uma folga expressiva quanto a disponibilidade de leitos críticos, principalmente em virtude do processo de retomada gradual, o que poderá implicar em mais demandas assistenciais. Aparentemente, os resultados apresentam-se como bons quando se trata da redução na pressão por leitos de UTI covid-19, todavia, este é um momento de muita cautela, prudência e monitoramento contínuo”, disse o relatório.

Por Igor Jácome, G1 RN

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