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Fábio Dantas: “Governo prometeu Segurança, mas seu grande feito foi café”

vice-governador avalia cenário e explana motivos que o fizeram a se colocar como pré-candidato ao governo

Pré-candidato ao Governador do Rio Grande do Norte, o vice-governador Fábio Dantas (PSB) avaliou o governo Robinson Faria, explicou o que motivou sua pré-candidatura, disse que não tem um plano B para as eleições deste ano e desconversou sobre a possibilidade de aliança com a senadora governadorável Fátima Bezerra.

Acompanhe a entrevista,

Como o senhor avalia a administração do governador Robinson Faria?

A atual gestão não fez os ajustes na hora que deveria ter feito e perdeu o foco. Assumiu o compromisso com a sociedade que priorizaria a segurança pública e, no entanto, elegeu o café da manhã como o seu grande feito, com investimentos superiores em 500% aos das polícias Civil e Militar. Isso é inadmissível e os 90% de reprovação popular não são por acaso.

Por que o senhor rompeu com o governador e se lançou pré-candidato ao Governo?

Desde os primeiros 100 dias de gestão que alerto o Governo para erros cometidos. Há entrevistas minhas concedidas nesse período relatando isso. Eu não fui ouvido. Se tivesse sido, o Estado hoje teria como pagar a folha e dinheiro na conta. Quando houve a decisão de que a gestão se dedicaria exclusivamente a tentar permanecer por mais quaro anos com o mesmo pensamento, desliguei-me e iniciei estudos e debates sobre soluções.

Qual a principal deficiência que o senhor vê hoje na gestão do Estado?

Perda de foco. Discurso de campanha deve ser compromisso sério e cumprido. Por isso as pessoas não querem mais promessas, querem quem resolva os problemas, quem tenha soluções. Não se pode eleger-se com um discurso e adotar outras práticas. Se tivesse havido foco, tudo seria diferente.

Caso não viabilize a candidatura ao Governo, qual seria o plano B?

Não estamos pensando em Plano B. Estamos buscando viabilizar a pré-candidatura ao Governo, para que o Rio Grande do Norte pare de ver Paraíba e Pernambuco na dianteira e possa ter serviços e crescimento econômico equivalentes. Nos dois estados, a administração estadual está a cargo do PSB.

O PSDB incentivou o lançamento da sua pré-candidatura, mas até agora não anunciou apoio oficial. Como estão as relações com os tucanos?

Estamos dialogando com outros partidos políticos e, principalmente, com a sociedade. Lideranças destacadas do PSDB já manifestaram apoio ao nosso projeto, o que nos motiva. A hora agora é de buscar mais apoios.

A senadora Fátima Bezerra tem interesse em atrair o PSB para sua aliança. Nesse caso, o senhor poderia ficar com a segunda vaga na disputa pelo Senado. É uma possibilidade?

Estamos percorrendo todo o Estado com o “Ouvir para Realizar”, projeto que está nos ajudando a montar um Plano de Gestão. Somos a única pré-candidatura a falar de projetos, a falar em soluções. O PSB tem histórico de protagonismo e realizações. Queremos honrar isso.

A Assembleia meio que abafou a denúncia de crime de responsabilidade encaminhada pela PGR à Casa. Como o senhor vê essa situação?

Acredito que a Assembleia vai agir com responsabilidade. A denúncia é grave e merece a máxima atenção dos parlamentares. A sociedade quer uma resposta.

Com quais partidos o PSB vem conversando para formar um grande palanque em torno do seu nome?

Não ansiamos grande palanque. Queremos que a sociedade entenda a nossa mensagem. Isso é o mais importante. Se a nossa mensagem chegar às pessoas, tenho certeza de que viabilizaremos nosso projeto. Eu sei o que pode ser feito pelo Estado, como recolocar o RN nos trilhos.

Qual a primeira providência que o senhor tomará se eleito governador do Estado?

Organizar a casa. Há ajustes a serem feitos. Ajustes que permitem que o Estado volte a pagar em dia e a ter condições de investir. Medidas simples, mas com impacto, como por exemplo o fim dos supersalários e o retorno do abate-teto para a conta do Governo. Vamos aprofundar todos durante a campanha.

Existe veto a algum partido nas conversas para as alianças rumo às eleições deste ano?

Naturalmente. Não concordamos com o Governo executado pelo PSD.

Por Allan Darlyson

Portal no Ar

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